Recicla

A Equal Food diz não ao desperdício alimentar

A The Equal Food é uma startup que pretende combater o desperdício alimentar, ajudando produtores agrícolas a escoar os produtos que não são comprados pelos habituais parceiros de negócio.

“A The Equal Food nasce com a missão de ajudar os produtores a dar uma saída ao produto de segunda escolha, ao produto feio. Quando eles não têm um mercado estabelecido para fazer essas vendas, nós ajudamo-los com uma rede de clientes”, começa por explicar um dos fundadores do projeto, Alberto Mojtar.

Estima-se que, na Europa, se desperdice cerca de 45% dos alimentos produzidos, a maior parte frutas e legumes. Foi para combater estas estatísticas que Alberto deixou a sua carreira de seis anos na banca de investimento para se juntar a Lukas Friedemann, que tinha trabalhado numa construtora, neste projeto. Em fevereiro começaram a vender produtos de produtores portugueses e espanhóis a restaurantes na região de Lisboa.

Desde então, já conseguiram evitar o desperdício de aproximadamente seis toneladas de frutas e legumes.

A pandemia de Covid-19 veio criar-lhes um ponto de viragem no negócio: com os seus principais compradores a fechar portas, tiveram de fazer escoar os produtos diretamente junto dos consumidores finais. Ainda assim, o cofundador afirma que a restruturação foi positiva e a adesão crescente: “Tivemos resultados muito bons, porque os consumidores fizeram uma mudança e dão-nos um feedback muito bom”.

Dar uma segunda oportunidade às frutas e legumes que, pelo seu aspeto ou pelo seu acelerado amadurecimento, não são levados para os postos de venda convencionais é, assim, o mais recente projeto sustentável destes dois empreendedores, vencedores do concurso Santa Casa Challenge 2019.

No entanto, segundo Alberto Mojtar, o principal interesse desta startup é ajudar a mudar o comportamento do consumidor e esclarece porquê: “Nós sempre nos considerámos numa missão para acabar com o estigma das frutas e verduras feias. E se conseguíssemos mudar os nossos comportamentos enquanto consumidores teríamos um impacto muito grande no desperdício alimentar”.