Recicla

A KLM voa numa economia circular

A companhia aérea holandesa KLM deu largas à imaginação com a economia circular: das garrafas de água PET, distribuídas durante os voos, tornou possível a produção de ferramentas para reparação e manutenção dos seus aviões.  Para a empresa, agora, uma garrafa de água vazia não significa lixo, mas sim parte de um equipamento.

Mas como funciona? As garrafas, recolhidas no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, são entregues a uma empresa de reciclagem e transformadas em grânulos, o material do filamento utilizado em impressoras 3D.

Já há algum tempo que a KLM recorre a materiais criados em impressoras 3D com o objetivo de acelerar a manutenção e reparação das aeronaves. Alguns exemplos são os tampões especiais para proteger os aros das janelas enquanto as rodas dos Boeings estão a ser pintadas; a produção de capas para substituir fitas protetoras utilizadas nos serviços do motor durante a manutenção das pás das turbinas e também utensílios para remover os compartimentos de bagagem superiores do Boeing 787 para que essa tarefa seja realizada apenas por uma pessoa, em vez de duas.

“A possibilidade de conseguirmos e podermos produzir ferramentas a partir de resíduos é algo que nos deixa muito orgulhosos. Além disso, é um projeto totalmente enquadrado no ADN inovador e na política de sustentabilidade da KLM”, disse à RECICLA fonte da companhia.

E concretiza: “Para obtermos um rolo de filamento, que tem 360 metros de comprimento, necessitamos de cerca de 70 garrafas PET”. Diariamente, são utilizados 1,5 quilos de filamento e a empresa já produziu 150 quilos deste material, o que significa terem sido recicladas 10.800 garrafas. Mas acrescenta: “Faltam ainda reciclar 51 semanas de resíduos. Nesse sentido, há ainda muitas oportunidades para o aumento da escala”.

Com a implementação desta medida, a KLM irá conseguir reduzir, em 2030, 50% do volume dos seus resíduos, face aos números apresentados em 2011.