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Catarina Gouveia: “O nosso maior impacto ambiental está no prato”

É atriz, fã de desporto e de uma vida saudável e, por isso, com mais de 235 mil seguidores no Instagram, aproveita as redes sociais para partilhar um dia a dia cada vez mais consciente. Com 31 anos, Catarina Gouveia deixou de comer carne pelo planeta, reduziu o uso de plástico e a reciclagem já é um hábito antigo


Que cuidados tem no dia a dia para manter uma rotina mais sustentável?
É um processo gradual e quase sem fim. Começa com pequenos passos e, a partir daí, vais querer sempre fazer mais. Quando percebi que todos nós temos o dever de ser mais sustentáveis, parei para pensar naquilo que eu poderia fazer. Uma das primeiras mudanças na minha rotina foi deixar de comprar a garrafa de água de plástico que comprava todos os dias a caminho do ginásio. Comprei uma de vidro que encho todos os dias.
Pode parecer um pequeno passo sem importância, mas se todos fizéssemos o mesmo, o impacto seria enorme.

Faz reciclagem?
Sim, tenho em casa um ecoponto doméstico e já faço reciclagem há muito tempo. Mas, mais do que reciclar, que é muito importante, temos que reduzir a produção de resíduos. Tento comprar de uma forma consciente e pensar, primeiro, se preciso mesmo de comprar aquilo e, se sim, qual a forma mais sustentável de o fazer. Tento, por isso, comprar o mais possível a granel e levo os meus sacos para trazer frutas e legumes do supermercado.

Tem muitos seguidores nas redes sociais. Usa essa plataforma também para passar esses bons hábitos?
Faço por isso. O lado bom das redes sociais é poder passar uma mensagem de uma forma fácil, acessível e que chegue a muita gente.
Também eu, principalmente no início, fui influenciada – e ainda sou – por pessoas que já tinham adotado este tipo de hábitos ligados à reciclagem e à redução do desperdício há mais tempo. É por isso que, sempre que posso, partilho as minhas experiências, tiro dúvidas e dou dicas sobre o tema.

O facto de ter uma alimentação saudável é, já por si, uma forma de ser mais sustentável?
Sem dúvida. Acredito que o nosso maior impacto ambiental está no prato. Nada melhor do que ir ao mercado e comprar legumes e frutas da época, não só pela nossa saúde, mas pela saúde do ambiente.
Deixei de comer carne por saber o impacto que a produção de gado tem no planeta e tento passar essa mensagem. No entanto, não acho que esse tipo de mudanças deva ser imposto. Cada um tem o seu timing, o seu ritmo e se em vez de querer cortar de vez, optar por reduzir, ótimo. Essas mudanças, a longo prazo, também têm impacto.

Três boas práticas ambientais das quais não abdica.
Existem três coisas que andam sempre comigo. A minha garrafa de água reutilizável, um saco de pano dobrado na mala para eventuais compras no supermercado e uma palhinha de bambu. Adoro batidos de frutas e nem sempre o restaurante oferece palhinhas de papel ou de inox.