Recicla

Como se recicla em Bruxelas, a “capital” da Europa?

Amanhã, 9 de maio, assinala-se o Dia da Europa, por isso, a sugestão desta semana é de que vá até Bruxelas, uma cidade que é a capital simbólica da União Europeia, e fique a par do que por lá se faz em termos de sustentabilidade. Mas, claro, esta é, para já, uma viagem virtual.

Quando falamos da Europa, utilizamos muitas vezes a referência a Bruxelas. É natural, pois a capital da Bélgica acolhe diversos órgãos políticos, de que são exemplo a Comissão Europeia, alojada no edifício Berlaymont, o Conselho Europeu, instalado no Justus Lipsius, e também o Parlamento Europeu, que, apesar de dividir a agenda por mais dois países, concentra aqui cerca de 75% dos trabalhos. Bruxelas torna-se, de facto, uma cidade central no que toca às decisões políticas europeias.

Vale, pois, a pena visitar. E, enquanto organiza a sua viagem, propomos uma visita guiada às estratégias sustentáveis que por lá se adotam. Sabia que na Bélgica se reciclam cerca de 700 milhares de toneladas de embalagens, o que corresponde a quase 90% de todas as que chegam ao mercado interno?

A Fost Plus,  homóloga da Sociedade Ponto Verde, é a empresa responsável pelo financiamento da coleta seletiva, triagem e reciclagem de resíduos de embalagens neste país e é também a empresa que incentiva a população a separar as embalagens usadas da melhor forma possível, além de ajudar os fabricantes a torná-las mais recicláveis.

Na Bélgica, as regras de reciclagem são um pouco diferentes das nossas, pois a recolha de resíduos tem dias e horas marcados. Regra geral, o segredo está nos sacos. É verdade: como a recolha se faz porta a porta, há sacos de quase todas as cores e cada uma para embalagens específicas.

Ao contrário do que acontece em Portugal, onde o papel e cartão são associados ao ecoponto azul e as embalagens de plástico e metal ao amarelo, na Bélgica é exatamente o oposto: materiais plásticos são colocados em sacos azuis e os de papel em amarelos. O vidro tem contentores próprios com estruturas semelhantes ao nosso vidrão. No entanto, se as garrafas forem coloridas vão para um ecoponto verde  e se forem incolores vão para um branco.

Depois, existem também os sacos laranja para restos de comida, os brancos para materiais não recicláveis, sacos verdes para lixo de jardim, além dos contentores conhecidos como Recypark, onde se podem colocar determinados materiais, como lixo volumoso ou eletrónico.

Por enquanto só pode viajar em casa, mas faça planos para, em breve, voltar a dizer “aqui vou eu”. E, ir, por exemplo, até Bruxelas.