Recicla

É possível aproveitar os santos populares sem prejudicar o ambiente. Saiba como

Copos reutilizáveis, enfeites biodegradáveis, combate ao desperdício alimentar. Os santos populares podem ser mais sustentáveis, sem comprometer a diversão

E chegou aquela que é uma das épocas mais aguardadas do ano para os amantes do convívio, das festas, da música e de uma boa sardinhada.

Junho é o mês dos santos populares por excelência e em cada esquina brotam enfeites e música a pedir mais um bailarico. Mas é possível aproveitar toda esta onda de animação típica da época, mantendo alguns padrões mais sustentáveis.

A luta contra os copos de plástico em Lisboa não é nova e a Câmara Municipal já avançou, aproveitando que a cidade vai ser Capital Verde Europeia no próximo ano, que a partir de 2020 vai ser proibido vender bebidas em copos de plástico descartáveis em Lisboa.

Os santos populares vão ser campo de batalha contra os copos descartáveis e é por isso que a Sagres, patrocinadora das Festas de Lisboa, aposta em copos reutilizáveis com a mensagem “É para repetir”.

Se a festa for em casa, nada como utilizar loiça de cerâmica em vez de descartável. Além disso, é importante disponibilizar um ecoponto, mesmo que improvisado, para que ao longo da noite os resíduos sejam separados de forma adequada.

Quanto à decoração, prefira sempre aquela mais natural, como os manjericos, por exemplo. Mas também é possível fazer enfeites de papel e até de folhas caídas das árvores. Fica a dica: se usar um furador numa folha de árvore, fica com confettis biodegradáveis.

Mas mesmo fora de portas, já é possível encontrar festas que reúnem algumas destas preocupações ambientais. É o caso dos arraiais organizados pela associação Renovar a Mouraria, que apostam na reciclagem e na compostagem de todos os resíduos feitos durante as festas. Além disso, toda a loiça será biodegradável e não há lugar para plástico descartável.

Outra forma de ser sustentável passa também por combater o desperdício alimentar.

Se optar por fazer a festa em casa, compre os ingredientes com conta, peso e medida. As sardinhas querem-se frescas e por isso, as que sobrarem acabam por gerar desperdício. Os restos de pão podem vir a ser pão ralado ou torradas no dia seguinte e a fruta que não foi usada na sangria pode ser usada para sumos, purés ou compotas.

Se festeja na rua e prefere uma alimentação sem impacto na criação animal, pode sempre optar pelos arraiais vegan que acontecem na cidade. É o caso do Vegan Vibes que ocupa o Mercado de Santa Clara de 9 a 13 de junho, em Lisboa, ou do arraial de São João Vegan em Braga, que acontece a 23 de junho.

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