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Economia linear vs circular: descubra as diferenças

São dois conceitos opostos e na ordem dia. Sabe distingui-los? Veja esta infografia

Sabia que num modelo de economia linear, fabricamos produtos com os recursos extraídos da Terra, que depois usamos, e mais tarde, quando atingem o fim de vida, deitamos fora, na maioria dos casos sem reaproveitamento? A extração de matérias-primas para o fabrico desses produtos pressupõe, no entanto, significativos gastos energéticos e geração de resíduos e emissões de gases de efeito estufa, o que contribui para a deterioração dos ecossistemas, acelerando as alterações climáticas. A isto, acresce lembrar que os recursos do nosso Planeta não são infinitos, além de que consumimos mais do que aqueles que o mesmo consegue produzir.

Em contrapartida, a adoção de um modelo de desenvolvimento económico e ambiental sustentável inspirado nos mecanismos dos ecossistemas naturais reduz o desperdício ao mínimo. Como? Desmaterializando, reparando, reutilizando e reciclando materiais e produtos existentes, num fluxo circular e cíclico quase ilimitado, substituindo assim o conceito de “fim de vida” dos produtos da economia tradicional. A economia circular não tem apenas impacto ambiental ao diminuir o recurso às matérias-primas através de uma produção consciente e eficiente; também gera impacto social, uma vez que permite melhorar e prolongar as relações com diferentes parceiros, e tem impacto económico, ao fomentar a redução de custos, o crescimento económico, a inovação e a criação de emprego.

Só na União Europeia, a economia circular poderá permitir, até 2030, uma poupança de 600 mil milhões de euros, o equivalente a 8% do volume de negócios anual das empresas europeias, e que poderá gerar a criação de 580 mil empregos (170 mil diretos no setor da gestão de resíduos). Além disso, prevê-se uma redução das emissões de carbono de 450 megatoneladas por ano.