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Gostou, trocou e levou, com a Circular Wear

As trocas de roupa saíram do círculo dos amigos para alguns espaços públicos. Já viu algum SWAP SPOT?

Entrar num mercado municipal ou numa faculdade e deparar-se com um charriot onde pode deixar peças de roupa que já não utiliza, mas que estão em bom estado, e trocar por artigos que já estão expostos, não é muito comum. Mas é uma realidade. Chama-se Circular Wear e é o projeto que lançou esta ideia fora da caixa.

De certeza que já foi a uma festa temática, mas antes de ir, ao olhar para o seu armário apercebeu-se de que não tinha o que vestir, tendo de pedir algo emprestado a um amigo. Foi essa lógica que motivou Rita Gomes a desenvolver o Circular Wear. O objetivo é simples: “Contribuir para a redução do desperdício e da poluição de uma forma divertida e com estilo”.

Mas como é que o pode fazer? Simples! Tudo começa nos SWAP SPOTS, que, tal como o nome indica, são pontos fixos, espalhados por quatro municípios do país, onde pode deixar aquelas peças de roupa que, apesar de estarem em ótimo estado, já não veste ou porque deixaram de servir, ou porque já não fazem o seu gosto pessoal. Pode aproveitar a viagem e trocar as peças que decidiu deixar por outros artigos que já lá estão expostos, de forma totalmente gratuita.

Trata-se de um projeto em rede que contribuiu para a criação de uma comunidade de partilha, através destes pontos fixos. Assim sendo, pode “deixar peças de roupa no SWAP SPOT do mercado de Arroios e levar peças para si do SWAP SPOT da Universidade Nova por exemplo”, exemplifica a Circular Wear.

Incentivar a um consumo sustentável de moda e reduzir a quantidade de roupa que tem como destino os aterros sanitários, através de uma economia circular, é o que tem motivado a Circular Wear a espalhar mais charriots pelo país. Fique atento a este movimento, que surgiu no ano passado, porque quem sabe se não surgirá um SWAP SPOT próximo de si.