Recicla

Há distâncias que a solidariedade ajuda a vencer

Estar próximo dos outros sem quebrar as regras do distanciamento social? É possível e até desejável. A isso chama-se solidariedade.

E, tendo em conta o tumulto que a pandemia de Covid-19 veio trazer à sociedade, mais do que nunca são precisos gestos solidários: afinal, há muitas causas a merecer ajuda.

Eis algumas delas:

  • Já aqui demos conta do projeto “Do Velho se Faz Novo”, o sistema, ainda em fase de teste, que convida os consumidores a entregarem as embalagens de plástico PET nos supermercados. E esta é a altura de recordar que o prémio da devolução pode ser doado a uma instituição. E como? Primeiro, as instituições que apoiem causas sociais ou ambientais devem candidatar-se. O prazo decorre até dia 27 de maio: no site desta iniciativa, encontram toda a informação, nomeadamente o regulamento com os critérios de elegibilidade. No final, serão selecionadas 23 entidades, uma por cada área de intervenção dos SGRU – Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos, que operam em Portugal Continental. O objetivo é reforçar a ligação com as comunidades, contribuindo para causas locais com impacto positivo.
  • Sabia que pode entregar material informático que já não usa, de modo a beneficiar as famílias de alunos em telescola e que não disponham desse equipamento? É verdade. Esta é uma causa acarinhada por várias juntas de freguesia. As de Benfica e Carnide, em Lisboa, são apenas dois exemplos, mas há certamente mais por todo o país. Formaram equipas que recebem computadores e tablets, que os formatam e desinfetam, entregando-os depois a famílias carenciadas que se tenham inscrito. 
  • E se pudesse adotar um vizinho? Não literalmente, mas há um movimento que convida os portugueses a ajudar os grupos de risco nas tarefas diárias, como ir ao supermercado ou à farmácia. Chama-se precisamente #AdotaUmVizinho e visa transformar gestos isolados numa mobilização coletiva. Participar é simples: primeiro, verificar se existe alguém na vizinhança dentro do grupo de risco e fazer um levantamento do que o vizinho precisa, juntando esses elementos à lista de compras na próxima visita ao supermercado ou a farmácia. Depois, é só deixar as compras à porta do vizinho, cumprindo as medidas de segurança aconselhadas. A iniciativa é a da agência de publicidade DDB e está tudo na respetiva página de Facebook.
  • O voluntariado é outra forma de ajudar. E há um projeto que está a recrutar: o COmVIDas. Propõe-se fazer a ponte entre quem quer e pode ajudar e entre quem precisa de ajuda, com foco em instituições de apoio a idosos. Aos voluntários o convite é para irem para o terreno, prestando cuidados de forma segura e responsável. Outra forma de ajudar é através de donativos, que permite, nomeadamente, adquirir material de proteção.
  • Ajudar #é contigo é o repto de uma plataforma que promove a solidariedade intergeracional. Através dela, é possível ajudar os grupos de risco da vizinhança a acederem a bens de primeira necessidade sem exposição a contacto social. Quem estiver interessado pode registar-se online e depois será contactado sempre que haja um pedido de apoio. Aos voluntários, os criadores desta iniciativa garantem que todos terão os mesmos cuidados que teriam se fossem levar compras a casa dos avós.

Estes são apenas alguns exemplos. Junte de si há, certamente, outras iniciativas a que pode emprestar a sua solidariedade. Sempre em segurança.