Recicla

Junte estas duas missões: faça desporto e proteja o ambiente

Já há leggins feitas de materiais reciclados e ténis criados com plástico dos oceanos. A preocupação ambiental chega a todas as vertentes da vida. E o desporto não pode — nem deve — ser exceção

Já são muitas as marcas que optam por criar peças ou até coleções feitas apenas com materiais ecológicos e sustentáveis. É o caso da H&M, que lançou no ano passado a coleção “In it for the long run”, com foco na natureza e sustentabilidade, visível nos padrões e paleta de cores em tons de verde, preto e bege, mas também através da predominância do poliéster reciclado em todos os produtos. Desta coleção fazem parte leggings, soutiens de desporto, sweatshirts a tops para treinar, correr e praticar ioga.

Também a Primark não quis ficar atrás nesta corrida ambiental e lançou uma linha de roupa feita de poliéster reciclado. Além disso, da linha fazem parte também acessórios, como é o caso de uma garrafa de água reutilizável feita a partir de materiais renováveis, à base de plantas.

No calçado desportivo, já são inúmeras as opções. A Adidas, por exemplo, produziu mais de cinco milhões de pares de calçado com resíduos de plástico reciclado em 2018, e é possível que este ano o número duplique. Os Ultra Boost X Parley são um desses exemplos, uma vez que são feitos de plástico recolhido dos oceanos.

Também a Timberland, conhecida pelo seu calçado confortável, tanto para montanha, para desporto ou para o dia a dia, lançou a coleção Recycled Knit, cujos ténis são feitos de garrafas de plástico.

Estas opções ecológicas chegam também ao desporto mais profissional, uma vez que já são várias as equipas a transformar por completo os equipamentos. O Real Madrid e a Juventus, por exemplo, já têm um equipamento feito de plástico retirado dos oceanos. E ainda no futebol, no final do Mundial que se realizou na Rússia, a cervejaria belga AB InBv decidiu utilizar todos os copos de plástico que foram deitados fora nas “fun zones” do campeonato para fazer um campo de futebol em Sochi. Ao todo, foram precisas duas toneladas e meia de plástico, cerca de 50 mil copos.

Para quem é mais adepto do surf, saiba que já há uma alternativa à cera posta nas pranchas. A Eco Spotwax lançou um produto alternativo à parafina, feito apenas com cera e óleos de origem natural, sem aditivos de origem química.

Ainda para os fãs do surf, fiquem atentos. O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) está a desenvolver uma prancha para quem está a aprender surf, construída de maneira a prevenir erros de postura corporal e de falta de equilíbrio dos praticantes. O melhor de tudo? Serão feitas com materiais ecológicos e reciclados, como a madeira e o agave, uma planta da família dos casos, que as tornarão mais leves e fáceis de manusear.

MOVIMENTE-SE AO AR LIVRE

A praia, a montanha ou os parques florestais, como o de Monsanto, em Lisboa, são sempre locais de excelência para praticar os mais diversos tipos de desportos. E, o melhor, geralmente são gratuitos. Mas se não quer ir muito longe, a maioria das cidades têm jardins, muitos deles dotados com circuitos de manutenção e equipamentos específicos para treino, como um qualquer ginásio só que ao ar livre. É o caso do recém-criado espaço desportivo do Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril, com vista para o mar. Também existem grupos que fazem de qualquer canto da cidade o seu ginásio. Como o OutDuros — Treino ao Ar livre, em Lisboa.

Ginásio ao ar livre – Fonte da Barra

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