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Looks mais sustentáveis são na MyCloma

Com vontade de remodelar o guarda-roupa? Agora é possível fazê-lo de forma mais amiga do ambiente. Na MyCloma pode comprar e vender um pouco de tudo: desde roupa de criança, a peças do dia a dia, para homem e mulher, passando por acessórios.

A plataforma de roupa MyCloma surge no sentido de reduzir a pegada ecológica da indústria têxtil em Portugal. Constituindo-se como um site de venda de roupa em bom estado e em segunda mão, pretende aumentar o tempo de vida útil e criar uma economia circular em torno deste setor.

“Os números são realmente preocupantes: todos os anos, mais de 200 mil toneladas de roupa são desperdiçadas em Portugal”, começa por referir Ana Catarina Monteiro, cofundadora do projeto.

A MyCloma ganhou vida pela mão de uma equipa de cinco jovens portugueses que encontraram nesta plataforma uma maneira de reduzir a produção de novas peças de vestuário, implementando um sistema que permite uma troca de roupa em bom estado. “Fazia falta algo inovador e que tivesse esta vertente de reaproveitamento e de rentabilização das peças de roupa que as pessoas já não utilizam e que não tem necessariamente de ir para o lixo, muito pelo contrário”, explica a fundadora.

Assim, para comprar uma peça de roupa, ou um acessório, basta procurar no site o que melhor se adequa a cada gosto. Se estiver interessado em vender roupa que já não utiliza, mas que se encontra em bom estado, basta apresentar um pedido de recolha e marcar um dia e hora.

Posteriormente, o vestuário é avaliado, fotografado e colocado à venda. O valor gerado pode ser utilizado para a compra de outros artigos ou transferido novamente para o cliente.

No caso de não cumprirem os requisitos para revenda as peças podem ser devolvidas ao proprietário original ou ser doadas a organizações sem fins lucrativos, como é o caso de algumas igrejas na região do Porto, onde está sediada a empresa.

Só durante o mês de junho, o projeto recebeu mais de cinco mil peças de roupa, das quais cerca de duas mil foram doadas. O balanço, segundo Ana Monteiro, é “bastante positivo: “Já contamos com mais de 450 recolhas e colocamos em média, por dia, 80 a 100 peças de roupa no site”.