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Não há capital mais Verde do que Lisboa

Sabia que, este ano, Lisboa é a Capital Verde Europeia? Pois é. E o mote é “Escolhe evoluir”.

Uma cidade sustentável. É a ambição que Lisboa quer partilhar neste ano em que é Capital Verde Europeia. “Lisboa vai mostrar o que tem sido feito na capital”, garante o presidente da câmara, Fernando Medina.

O vereador do Ambiente, José Sá Fernandes, reconhece que “Lisboa não é a cidade mais sustentável do mundo, nem da Europa, mas foi a que mais evoluiu nesse sentido”.

Exemplos disso são a redução em 33% do consumo de água na cidade, entre 2004 e 2017; a diminuição das emissões de dióxido de carbono em 42%, entre 2002 e 2016, ultrapassando a meta prevista para 2020; e ainda o “salto” na recolha seletiva, para os 28% (contra a média de 18% em Portugal Continental, em 2018). Também a subida de 30% no número de passes vendidos, de 2018 para 2019, contribui – afinal, isso significa que há mais pessoas nos transportes públicos.

Foram estes dados que levaram a Comissão Europeia a escolher Lisboa. A partir de agora, “evoluir” torna-se a palavra de ordem para a capital, no caminho da sustentabilidade. E, para isso, a cidade possui já um conjunto de medidas a concretizar, tanto neste ano, como ao longo da década.

O foco desta agenda sustentável incide em parâmetros como a água, a energia, os espaços verdes, a mobilidade e os resíduos.

No que diz respeito à água, além da redução do consumo em 60%, para os próximos dez anos, Lisboa vai apostar na utilização de água reciclada, para lavar ruas e regar jardins, o que se propõe alcançar até 2025.

A energia solar é outra das apostas, com a autarquia a pretender instalar painéis solares em 27% dos telhados com melhor potencial.

Atingir a neutralidade carbónica até 2050 e reduzir em 60% as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) até 2030 é outra das metas. E para ela vai contribuir o investimento em autocarros de “elevado desempenho ambiental” – mais de 400 até 2023, bem como a duplicação da frota de elétricos rápidos. A autarquia pretende ainda ter 200 quilómetros de ciclovias que liguem toda a cidade. Tudo para que sete em cada dez viagens se façam em transportes públicos e “modos ativos”.

Tornar a cidade mais resistente às alterações climáticas é outro dos objetivos. Isso consegue-se através da criação de mais espaços verdes e com a plantação de mais árvores. Neste momento, Lisboa conta com 250 hectares de zonas verdes, mas o pretendido, até 2021, é ter mais 100, para que, em 2022, 25% da cidade seja “verde”.

No que respeita aos resíduos, o objetivo é reduzir em 50% os resíduos indiferenciados e implementar a recolha seletiva porta-a-porta em toda a cidade. E, para novembro de 2020 está prevista a inauguração de um eco centro e centro de interpretação de resíduos e energia, no Parque das Nações.

Este é, pois, um ano em que se vai falar muito de ambiente em Lisboa. O arranque oficial é dia 11, mas há muitos dias verdes. Ora veja alguns exemplos do que está previsto:

  • Dia 12, vão ser plantadas 20 mil árvores e todos podem participar. A iniciativa repete-se ao longo do ano, em várias zonas da cidade.
  • O Oceanário mostra “One – O Mar como nunca o sentiu”, uma exposição interativa.
  •  De 15 a 17, no Teatro Luís de Camões, discutem-se “Ideias para um Planeta Feliz”.
  • A 22 de março, o CCB acolhe a Bienal do Ambiente, onde se vai falar de oceanos, de aquecimento global e de biodiversidade.
  • De 2 a 6 de junho, acontece a Conferência dos Oceanos, das Nações Unidas.
  • Até junho, os mais pequenos podem ficar a conhecer o Dom Plástico, protagonista de teatro de fantoches no Padrão dos Descobrimentos.
  • Em maio, no CCB, o espetáculo “Les Somnambules” alerta para a desumanização das cidades.
  • A 1 de junho, a Fundação Gulbenkian recebe a abertura da EU Green Week, com a biodiversidade como tema.
  • De março a setembro, está em exposição no CCB “O Mar é a Nossa Terra”.
  • De maio a outubro, é possível olhar para as hortas de Lisboa, no Museu da Cidade.

Ficou curioso e com vontade de participar? Saiba tudo o que vai acontecer em 2020 aqui.

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