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Produto a produto, a Pegada Verde quer mudar hábitos

Green, trendy e fun são os três adjetivos que os jovens empreendedores Sofia Catarino e Sérgio Miranda utilizam para descrever a marca que criaram há 10 anos. A Pegada Verde é uma eco shop portuguesa, que pretende tornar a sustentabilidade num estilo de vida, alterando pequenos hábitos.

A marca, que nasceu “como todas as histórias, com uma história de amor”, tenta trabalhar com fornecedores que sigam parâmetros de sustentabilidade, desde a produção até à entrega, como forma de levar os clientes a habitarem um mundo mais verde. “Privilegiamos empresas e marcas que façam compensação carbónica, que não usem substâncias tóxicas, que sejam B-Corps e que sejam fair trade”, acrescenta Sofia.

Na Pegada Verde tem à disposição uma panóplia de produtos que podem ser reutilizados diariamente, não fosse essa a génese da eco shop. “Temos aumentado a nossa oferta porque, felizmente, também existem cada vez mais marcas a trabalhar com os mesmos objetivos que nós”, afirma a fundadora da loja.

Os dois empreendedores reconhecem os benefícios do plástico – que é, aliás, matéria-prima de muitos dos produtos que têm à venda. O que rejeitam é a utilização única, bem como o recurso a substâncias potencialmente tóxicas na sua composição e a realização de testes em animais. Assim, propõem alternativas que possam ser reutilizáveis, investindo na qualidade dos materiais e no design das peças, de modo a torna-las mais atrativas. Daí que a assinatura da marca seja “Green, Trendy & Fun”.
No entanto, ganhar espaço no mercado nacional não foi fácil para esta loja que tem como base a sustentabilidade. “Em 2009, não se falava de sustentabilidade como se fala hoje em dia. A grande maioria das pessoas não via motivos para mudar os seus hábitos e, por isso mesmo, foi um processo nem sempre fácil, mas que colocou à prova a nossa capacidade de resiliência”, revela Sofia. No entanto, com o passar dos anos, a procura começou a ser cada vez maior e o interesse dos clientes passou a ser mais genuíno.

“Queremos ter um sistema de economia circular cada vez mais completo. É nesse sentido que queremos caminhar, ainda que saibamos que não se fazem estas alterações de um dia para o outro”.

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