Recicla

Saiba tudo o que pode reciclar!

O que fazer com o ferro de engomar que já não funciona, com o óleo que já não pode voltar a utilizar, ou mesmo com uns pneus antigos que encontrou?

É muito provável que já não tenha dúvidas sobre a separação das embalagens e que já trate por tu os respetivos ecopontos. Ainda assim, recordamos o que deve colocar no ecoponto verde, no ecoponto amarelo e no ecoponto azul. Retire ainda todas as dúvidas aqui.

Mas existem muitos outros materiais que têm em Portugal um sistema de reciclagem dedicado. Não se colocam nos conhecidos ecopontos, mas podem ainda ter uma segunda vida.

Por exemplo, se tiver medicamentos com prazos já vencidos ou que, mesmo que estejam dentro da validade, tenha deixado de tomar, por o tratamento já ter terminado, bem como embalagens vazias, com os respetivos folhetos informativos, não os deixe no lixo indiferenciado: leve-os até a uma farmácia, ou parafarmácia, que a VALORMED encarrega-se de lhes dar o tratamento adequado.

Os óleos alimentares usados também têm um contentor próprio, o oleão. Estes equipamentos de recolha são disponibilizados pelas autarquias em todo o País. O processo é simples: vá recolhendo numa garrafa de plástico os óleos que usa na fritura de alimentos e que pretende descartar; colocando um autocolante a identificar o conteúdo. Quando estiver cheia, entregue-a num super ou hipermercado ou deposite-a num dos oleões mais próximos. Mas atenção: só óleo alimentar, não óleo lubrificante. A reciclagem do óleo permite evitar a contaminação de milhões de litros de água – o que aconteceria se o despejasse no lavatório – e criar combustível biodiesel que emite menos 80% de CO2 do que o gasóleo. Pode saber mais aqui.

Também é possível reciclar materiais eletrónicos. E nesta família entram muitos membros, desde lâmpadas a eletrodomésticos pequenos, como secadores ou torradeiras a maiores, como um forno ou uma televisão, e ainda computadores e respetivos componentes. Estes equipamentos maiores podem ser recolhidos pelos sistemas municipais ou entregues em lojas de eletrodomésticos aquando da compra de um novo equipamento. Para enviar os restantes objetos para reciclagem pode recorrer, por exemplo, à rede depositrão, da European Recycling Platform, que disponibiliza 3500 pontos de recolha em todo o País, ou do Electrão, que possui 4800 locais de recolha.

O mesmo acontece com as pilhas e acumuladores, aqui se incluindo todo o tipo de baterias portáteis, de telemóvel a computador. Depois de usados, devem ser colocados nos pilhões, contentores normalmente existentes juntos aos ecopontos de rua, mas também em super e hipermercados. A separação das pilhas e encaminhamento para reciclagem evita que os materiais que as compõem, incluindo metais pesados, contaminem os solos e águas. Este processo é gerido pela Ecopilhas.

Se vai trocar os pneus do seu carro saiba que, por norma, os concessionários aceitam ficar com os antigos e encaminham-nos para reciclagem. No entanto, se tal não acontecer, pode contactar uma empresa certificada, como a ValorPneu. Este tipo de empresas possui instalações próprias que asseguram uma eliminação legal e ambientalmente mais correta.

E, a propósito de automóveis, os que estão em fim de vida podem ser entregues num centro de abate, para um tratamento ambientalmente correto. Tudo começa com a despoluição, para remoção dos elementos considerados perigosos, seguindo-se o desmantelamento para identificar peças que podem ser vendidas em segunda mão ou que devem ser encaminhadas para reciclagem. A gestão do sistema é da ValorCar.

Nos pontos de recolha dos equipamentos elétricos e eletrónicos pode colocar máquinas de café fora de uso. Já as cápsulas, não possuem um fluxo de reciclagem próprio, mas são muitas as marcas empenhadas na sua reciclagem. Recorde aqui o que está a ser feito.

Na mesma linha, apresentamos o EcoEscovinha. Não é um fluxo de reciclagem, mas sim um projeto de responsabilidade social que visa a reciclagem das escovas de dentes: é que, apesar de o cabo ser de plástico, não devem ser colocadas no ecoponto amarelo.

No que toca a materiais que não têm fluxo específico, como, por exemplo, roupas e brinquedos, a melhor forma de os reciclar é doá-los a associações ou instituições, como a Ajuda de Mãe, que os distribui por famílias mais carenciadas. Outra opção é colocá-los em contentores específicos espalhados um pouco por todo o País. E o que fazer com aqueles objetos que já não têm uso, como o sofá velho ou aquelas cadeiras desconjuntadas? Podem ser colocados nos ecocentros, que são espaços vedados e vigiados com contentores de grandes dimensões. Além dos chamados monos, neles também há lugar, entres outros, para resíduos de jardim, materiais de construção, plásticos rígidos, peças de metal destinadas à sucata e vidros que não entram no circuito doméstico de reciclagem, como os das janelas ou os espelhos. Veja junto da sua autarquia qual o ecocentro mais próximo de si.

Finalmente, também os resíduos orgânicos ou biorresíduos vão passar a ser abrangidos pela recolha seletiva. O objetivo é que sejam separados do chamado lixo comum, ou indiferenciado, de modo a poderem ser valorizados ambientalmente, por exemplo para produção de energia ou para enriquecimento de solos. É esse o objetivo de um projeto piloto que envolve sete mil famílias de duas freguesias de Lisboa, Lumiar e Santa Clara, que possuem pequenos ecopontos castanhos, recolhidos porta a porta, duas vezes por semana.

São boas razões para reciclar mais e reciclar sempre!