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Santos em casa (também) fazem bom ambiente

Os Santos Populares este ano mudam-se para casa. Mas querem-se sustentáveis, como sempre!

Junho é mês de Santos Populares. A começar pelo Santo António, seguindo para o São João e terminando no São Pedro, por todo o País o que não costumam faltar são arraiais, com as ruas engalanadas, a música a correr dos altifalantes e o aroma a sardinha assada a desafiar o apetite.

Mas, este ano, não será assim. Porque são momentos de grande concentração de pessoas, as festas populares foram canceladas. Não haverá arraiais: afinal, é preciso manter o distanciamento social em nome do combate à pandemia de Covid-19.

Isso não significa, porém, que se deixe de festejar. Antes pelo contrário: um momento de convívio entre familiares e amigos pode fazer maravilhas pelo bem-estar e pelo ânimo de todos. O que há a fazer é transferir a festa das ruas para casa – uma varanda, um pátio ou um quintal podem, perfeitamente, ser transformados num arraial caseiro.

Festeje, pois, mas não se esqueça nem das novas normas sociais nem da sustentabilidade. Até porque é muito simples. Ora leia:

  • Use decorações sustentáveis – Em vez de comprar, experimente fazer enfeites de papel, usando, por exemplo, folhas de rascunho, sobras de cartolinas que tenham sido usadas para outros trabalhos. Também pode aproveitar um passeio para apanhar folhas caídas das árvores e, depois, usando um furador, fazer um furo para passar um fio e construir grinaldas; ou fazer os “papelinhos” típicos destas festas.
  • Use a sua loiça habitual – Resista aos copos e pratos descartáveis: por mais práticos que pareçam, estão a gerar resíduos desnecessários. Redução é a palavra de ordem para um festejo sustentável. .
  • Evite o desperdício alimentar – Nas festas, é habitual sobrar comida, que, muitas vezes, acaba por ter como destino o caixote do lixo. Não deixe que isso aconteça: comece por fazer bem as contas entre o número de convivas e o que será preciso comprar e confecionar. Opte por pequenas quantidades e só coloque na mesa à medida que for sendo necessário – para os alimentos não se estragarem com o calor ou para não abrir embalagens desnecessariamente. No final da festa, separe o que deve ser consumido nos dias seguintes e o que pode congelar, para consumir depois. Veja ainda como pode reaproveitar as sobras – pasteis, empadas, tartes são boas soluções para as sobras de carne, por exemplo, enquanto sumos e batidos são uma boa segunda vida para a fruta; e o pão pode sempre ser ralado.
  • Separe as embalagens – Mantenha um ecoponto ao alcance dos seus convidados e incentive-os a colocarem logo as embalagens no local certo. As garrafas de vinho e cerveja vão para o verde, as embalagens de plástico,de metal e os pacotes de bebidas para o amarelo. E os enfeites de papel para o azul, claro.

E não há Santos Populares sem manjerico: compre o seu ou faça-os com papel. Não se esqueça da música, para a festa ser a rigor.