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VolCat: a tecnologia que torna a reciclagem do plástico mais fácil

A IBM está a trabalhar numa inovação que promete revolucionar a reciclagem de plásticos tal como a conhecemos

A reciclagem do plástico pode apresentar alguns desafios, sobretudo quando é necessário separar materiais que, juntos, não são recicláveis. O catalisador VolCat (Volatile Catalyst), desenvolvido pelos técnicos da IBM, a conhecida empresa tecnológica americana, surgiu para resolver este problema. Recorrendo a um químico e a temperaturas superiores a 200 graus Celsius, o dispositivo consegue “quebrar” materiais “difíceis”, incluindo plásticos rijos como os dos brinquedos e baldes, roupas, tapetes e carpetes, entre outros, reduzindo tudo a um pó que pode ser usado para fabricar novos produtos de plástico.

A empresa está agora a procurar parceiros para a realização de testes-piloto de maior dimensão para avaliar a sustentabilidade económica do projeto em escala, embora se preveja que os seus custos sejam baixos, uma vez que os materiais não precisam de ser previamente lavados e o próprio aparelho gasta pouca energia.

Hoje, a indústria de plásticos utiliza matérias-primas à base de petróleo em quase toda a produção, representando cerca de 6% do uso global do petróleo. Essa é a mesma quantidade usada pelo setor de aviação e uma importante fonte de emissões. Por outro lado, metade de todo o plástico recém-fabricado torna-se lixo em menos de um ano. Tecnologias como o VolCat permitem reverter estas trajetória, com as infraestruturas de reciclagem a aumentar e os consumidores a enviar mais embalagens para centros de reciclagem.

A IBM acredita que nos próximos cinco anos haverá uma explosão de inovação na indústria de reciclagem de plásticos e que o mundo poderá realmente aproveitar esses plásticos residuais para gerar novos plásticos, combatendo o desperdício global deste material, atualmente “maldito”. Desta forma, as pessoas na mercearia que compram uma garrafa de refrigerante ou um recipiente de morangos sabem que o plástico que compraram não acaba no oceano, mas será reaproveitado e colocado novamente na prateleira.